Tuesday, March 11, 2014

Longe de um tempo
que não sei
fugi...

E voo
Com vontade de voltar
Sufoco

Sunday, March 09, 2014

Tiago Bettencourt "Poema de desamor" Alexande O'Neill (Poeta português, 1924-1986)







Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Alexande O'Neill (Poeta português, 1924-1986)

Thursday, March 06, 2014

Excertos

Fui
Agora resignei
Aceitei

E que tempo passado
De sonhos (ainda) não vividos
E que tempo parado

Aceitei
neste tempo
esta condição

E no futuro
encontrarei
as memórias do tempo perdido...

...mas não por mim!

Salvar-te-ei

Tuesday, November 19, 2013

Que de mim não sou?
Ah! Quão triste ser
Que por ser, simplesmente, já chora
Fora...pudesse não ser

felicidade era!

Friday, October 04, 2013

Dúvida 
Invade a alma
Sem sentido
Já não sente

Perdi
O que tinha para dar
E flutua
No escuro da sombra 

Aqui, agora perdeu-se 

Sunday, September 01, 2013

Monday, July 08, 2013

E escrevo...
Que por escrever não sinto

esta distância que não posso controlar

escrevo de mim
escrevo de ti
que não te posso ouvir

escrevo de uma saudade
incalculável

escrevo porque me lês

E tu, escreves-me porque não te oiço

Monday, June 17, 2013

Imperfeito fizera
O que em mim pensei

Imperfeito tenho

Pensamento que mudarás
Quando o sofrimento
De ter pensado
terminar



Sunday, February 03, 2013

Verei
o horizonte
Subirei
aos céus
Gritarei surdamente
Em mim a paz
Encontrarei assim
sem esperar
A felicidade

No teu olhar

Sunday, January 27, 2013

Perdem-se sempre
os sonhos que emergem
num qualquer momento
possível de sonhar...

Surgem em flecha
como se de realidade se tratassem
Fazem acreditar
Fazem lutar


Desaparecem
no entanto,
no sopro da brisa
fecho os olhos...

Abro
que realidade
tão diferente
do que esperei

E sei agora
que apenas sonhei

Saturday, January 19, 2013

Sinto
Distância de mim
Que vale matéria
nada...

Que vale?
Nada

Fecho os olhos
Voo

Até que o voo seja eterno

Friday, January 11, 2013

Memória
De um tempo perdido
com o passar do tempo

Na música do caminho
Perco essas memórias
e sigo

Thursday, January 03, 2013

Quando quero
As palavras não surgem

Qual força me prende?
Que sentimento este
que impede as minhas palavras?

Música que as cria
Sonho que as realiza

Amor
Que do amor não sei falar

Monday, December 31, 2012

De momentos
Uma vida em mim
De sonhos
A felicidade

Saturday, December 22, 2012

Quando existir o amor
estarei eu tão longe..
De onde saí apenas
por uma passagem cá...

Lá existe o amor
Lá serei

Pudesse eu
ter as breves passagens cá

É um tempo de espera...
que sendo breve dói
de saudade

Thursday, December 20, 2012

Monday, December 17, 2012

Desejo
voar sem destino
guiada pelo saber
eterno
mas que não sinto
neste modo finito

Desejo encontrar-me
saber-te
tu que me acompanhas
e proteges
outras silencias
mas estás presente

Saberei um dia
encontrar?

Thursday, November 22, 2012

Wednesday, August 29, 2012

Wednesday, August 22, 2012

E quando
o tempo, pouco, já parece uma eternidade

E quando
não sei
mas a saudade já aperta

E quando
sei
e a saudade aperta ainda mais

E quando
tento
mas não consigo fugir

Não quero... seguirei!